Representantes de entidades se pronunciam na CMM

por Adriana Stephanie Amoras Ramos publicado 24/05/2019 10h45, última modificação 24/05/2019 10h45

Atendendo aos convites dos vereadores, quatro representantes de classes e órgãos públicos usaram a tribuna da Câmara Municipal de Macapá (CMM), durante a 22ª Reunião Ordinária desta quinta-feira, 23.

A primeira que usou a tribuna foi Rosenilda Sandra Rocha, diretora da Escola Técnica Profissionalizante Integrare. Ela veio a convite da vereadora Bruna Guimarães (PSDB), e falou da massoterapia e da valorização da profissão. Além de exigir o cumprimento das leis que regulamentam o exercício profissional, Rosenilda pediu apoio dos parlamentares quanto a realização de concurso público municipal para a catergoria.

“Sempre se exercitou esse tratamento, que não só é destinado à estética, mas que também promove a saúde. Primeiro com as tradicionais puxadeiras e agora com massoterapêuticos especializados, adotando métodos científicos, de comprovada eficácia. Mas é preciso dar as condições necessárias para o desempenho das funções”, reivindicou.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Emília Nazaré Menezes Ribeiro Pimentel, a convite do vereador professor Rodrigo (REDE), trouxe o tema: A importância da enfermagem para a promoção da saúde, em Macapá. Ela apontou graves problemas que afetam a categoria: Falta de pagamento do piso salarial, jornada excessiva, falta de equipamentos, escassez e até falta de medicamentos, valorização profissional e ainda cobrou a realização de concurso para ampliar o quadro de enfermagem na rede pública municipal.

Quem também usou a tribuna, a convite do vereador Marcelo Dias (PPS), foi Ivana Pereira Costa, presidente da ONG Articulação das Mulheres Travestis e Transexuais do Amapá (Arttrans). Ela relatou que das 25 mil pessoas transexuais, cadastrados no Amapá, apenas 2, 5 mil são filiados na ONG. “Precisamos fortalecer a categoria”, declarou.

Ivana Costa pediu respeito à categoria, maior divulgação e cumprimento das leis que legitimam o nome social, quando a pessoa tem o direito a registro do nome pelo qual pretende ser chamada, até para efeitos legais. Assim como, ocupar os mesmos espaços específicos e receber o tratamento médico com especialistas que escolherem.

“As pessoas desconhecem as leis. É preciso que essas leis sejam direcionadas para conhecimento de todas as pessoas que lidam com o público, em todos os órgãos públicos e privados. A ignorância das leis, não isenta de penalidades. Somos constrangidas, humilhadas e ridicularizadas em muitos locais públicos. Estamos exigindo os nossos direitos”, reforça Ivana Costa.

O presidente Marcelo Dias reforçou que a Casa continua de portas abertas para ouvir reivindicações e discutir propostas e soluções. “Temos o dever de promover debates que possam contribuir para o combate ao preconceito e à discriminação. Respeitamos e estamos aqui para trabalhar por todos”, afirmou Marcelo Dias.

O diretor-presidente da Macapatur, Paulo Jorge Viana de Brito, a convite da vereadora Maraína Martins (PR), também usou a tribuna da CMM e apresentou a programação turística do Município de Macapá para 2019. Informou que a programação está disponível no site da Prefeitura e nas redes sociais.

Paulo Brito ressaltou que por meio de articulação política o prefeito Clécio Luís capitaniou recursos para a retomada do carnaval em 2020.

“Estamos nos empenhando para transformar os espaços turísticos em mercado de trabalho e renda para os profissionais”, garantiu Paulo Brito.

Texto: Édi Prado 
Fotos: Deco de França.
Secretaria de Comunicação/SECOM/CMM.